De acordo com a CNM, as alterações sugeridas podem comprometer seriamente a saúde financeira dos municípios, ao impôr burocracias adicionais e atrapalhar a administração local. O temor é que isso resulte em uma redução drástica na arrecadação dos municípios, calculada em mais de 50% da receita atual, o que poderia significar uma perda de aproximadamente R$ 1,46 bilhão, impactando diretamente investimentos em serviços públicos essenciais como saúde e educação.
Adicionalmente, o projeto impõe exigências técnicas rigorosas para a contestação do valor de propriedades, exigindo laudos conforme normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas. A CNM alerta que tais demandas podem sobrecarregar a administração municipal, já fragilizada, e inviabilizar o exercício de autonomia essencial para a gestão dos orçamentos locais. Por outro lado, a entidade reconhece a importância de regulamentações que combatam a invasão de propriedades, mas defende critérios mais rígidos para garantir segurança jurídica aos envolvidos. Em suma, a CNM reforça que a proposta, tal como está, representa um verdadeiro obstáculo ao funcionamento das administrações municipais e à manutenção de serviços fundamentais à população.
