MUNICIPIOS – Campanha de Multivacinação 2026 é lançada com foco na atualização das vacinas para crianças e adolescentes visando combater surtos de sarampo e outras doenças.

A Campanha de Multivacinação de 2026 teve início em 10 de agosto e se estenderá até 1º de setembro, com o Dia D Nacional programado para 22 de agosto. A ação busca atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes com menos de 15 anos, a fim de aumentar as taxas de cobertura vacinal e garantir a proteção coletiva em todo o Brasil. Oferecendo um total de 20 imunizantes, a campanha é um importante passo para combater doenças graves como sarampo, pneumonias e meningites.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca a importância do treinamento das equipes locais para implementar as novidades do calendário vacinal, que inclui a introdução da vacina Pneumocócica 20-Valente (Pneumo 20). Esta nova vacina, voltada para crianças menores de 5 anos, oferece proteção ampliada contra infecções causadas pelo pneumococo. Além disso, desde 3 de agosto, o esquema de vacinação contra poliomielite foi ajustado para incluir um segundo reforço da vacina inativada (VIP) a partir dos 4 anos de idade.

Adicionalmente, a vacina contra a dengue está disponível para a faixa etária de 10 a 14 anos, e a vacinação contra a Covid-19 continua acessível conforme as diretrizes específicas.

Em paralelo, uma mobilização significativa busca a validação internacional da eliminação da transmissão vertical da hepatite B no Brasil. Para isso, os municípios devem manter coberturas vacinais acima de 95% na atenção pré-natal e superiores a 90% na vacinação neonatal.

Entretanto, a preocupação mais urgente reside no aumento de casos de sarampo, que atingiu níveis críticos na América. O Brasil registrou 47.459 casos durante o primeiro semestre, impactando a saúde pública com um risco elevado. Para enfrentar a situação, o Ministério da Saúde intensificou a vacinação com a tríplice viral em áreas críticas, como São Paulo e Guarulhos, incluindo a aplicação de uma “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses. Essa série de iniciativas é crucial não apenas para proteger a saúde da população jovem, mas também para a saúde pública em geral, num momento onde doenças erradicadas podem voltar a ameaçar a sociedade.

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