Pochmann enfatizou que, ao longo de dois séculos, o conceito de riqueza das nações estava ligado principalmente ao controle de fronteiras e à preservação de recursos. Contudo, ele observou que, com a evolução de tecnologias como a inteligência artificial, essa noção se expandiu. No contexto atual, a soberania também envolve o desenvolvimento de conhecimentos sobre a sociedade e a capacidade de gerenciar dados que reflitam a realidade dos cidadãos.
A deputada Luizianne Lins, uma das proponentes da homenagem, reforçou que não se pode falar em democracia sem a presença de estatísticas confiáveis. Ela argumentou que as informações coletadas pelo IBGE são fundamentais para guiar a elaboração de políticas públicas e para a alocação de recursos do governo federal a estados e municípios, evidenciando a importância do instituto na gestão do país.
A sessão também foi presidida pela deputada Erika Kokay, que ressaltou a capacidade do IBGE de revelar um Brasil diverso e muitas vezes invisibilizado. Segundo ela, a análise de dados do instituto é vital para expor as desigualdades socioeconômicas existentes e, assim, permitir que soluções efetivas sejam implementadas. Kokay reforçou a ideia de que o IBGE é essencial para a construção de uma democracia sólida e inclusiva.
Com uma estrutura robusta, o IBGE conta atualmente com cerca de 11 mil servidores espalhados em 27 superintendências estaduais e mais de 560 agências municipais. Em 2026, a previsão é de que o instituto produza e divulgue 269 pesquisas que ajudarão a mapear a realidade social e econômica do Brasil. O papel do IBGE, portanto, não se limita à coleta de dados, mas se estende à sua utilização visando a melhoria da sociedade e o fortalecimento da democracia.
