SENADO FEDERAL – “Senado Aprova Campanha para Diagnóstico Precoce de Câncer Infantil e Busca Reduzir Desigualdades Regionais na Sobrevida de Pacientes”

Na última quarta-feira, 20 de setembro, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou uma proposta significativa que visa implementar campanhas de conscientização sobre os sinais e sintomas dos principais tipos de câncer infantil. O intuito é permitir um diagnóstico precoce, o que pode aumentar significativamente as chances de tratamento eficaz. O Projeto de Lei 1.986/2024, oriundo da Câmara dos Deputados, recebeu um parecer favorável da relatora, senadora Damares Alves, do partido Republicanos, com uma emenda de redação e agora segue para votação no Plenário.

Esse projeto altera a Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica, estabelecida pela Lei 14.308, de 2022, e tem como objetivo priorizar a informação sobre os sinais clínicos mais comuns do câncer infantil, além de promover educação continuada para profissionais de saúde, especialmente aqueles que atuam na atenção primária. Essa abordagem é crucial, especialmente considerando que o câncer é a principal causa de morte por doenças entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, com cerca de 8 mil novos casos diagnosticados anualmente.

Um dos pontos destacados no parecer é a relevância do retinoblastoma, um tumor raro que pode ser detectado em fotos com flash. O diagnóstico precoce dessa condição pode elevar as taxas de sobrevida para mais de 90%, enquanto a detecção tardia frequentemente resulta em medidas drásticas, como a remoção do globo ocular. A senadora Damares Alves sublinha que as desigualdades regionais exacerbam essa problemática: enquanto as regiões Sul e Sudeste alcançam taxas de sobrevida comparáveis às de países desenvolvidos, o Norte e o Nordeste enfrentam um cenário de diagnósticos tardios.

De acordo com a relatora, as campanhas de conscientização e a capacitação de profissionais de saúde são essenciais não apenas para atenuar essas disparidades, mas também para melhorar a suspeita clínica, o encaminhamento de pacientes e a organização das redes de atenção oncológica. Ela defende que essas medidas têm um impacto crucial na taxa de sobrevida e na qualidade de vida das crianças e adolescentes diagnosticados com câncer.

Na discussão sobre a proposta, a senadora Dra. Eudócia, do PSDB de Alagoas, manifestou seu apoio, enfatizando que um diagnóstico precoce traz evoluções mais promissoras. A urgência da implementação desses protocolos clínicos foi um tema recorrente no debate, consolidando a importância do projeto para a saúde pública e o bem-estar infantil no Brasil.

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