Para os anos seguintes, os economistas do mercado agora projeta uma inflação de 4,20% em 2027 e 3,78% em 2028, evidenciando uma expectativa de desaceleração ainda maior da inflação no médio prazo. Essa tendência positiva é acompanhada por previsões mais estáveis para outros indicadores econômicos relevantes, como o Produto Interno Bruto (PIB), câmbio e taxas de juros.
No que diz respeito ao PIB, que representa a totalidade dos bens e serviços produzidos no Brasil, as previsões para 2026 apontam um crescimento de 1,99%, mantendo-se inalteradas nas últimas três semanas. Comparativamente, a expectativa para 2027 é de um crescimento um pouco mais modesto, de 1,65%, e para 2028, a projeção é de 2%.
Quanto ao câmbio, o mercado financeiro tem mantido a mesma expectativa por cinco semanas consecutivas, prevendo que a cotação do dólar será de R$ 5,20 ao final de 2026 e se elevando para R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,30 em 2028.
No que se refere à taxa Selic, que permanece crucial para a política monetária do país, a expectativa é de que se mantenha em 14% em 2026, após ser ajustada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para 14,25% em junho. Esse cenário sugere uma possibilidade de redução da taxa até o final do ano, o que, por sua vez, poderia estimular o crédito e, consequentemente, a atividade econômica. No entanto, especialistas alertam que taxas de juros mais baixas podem aumentar a pressão inflacionária, enquanto uma Selic elevada controla a demanda e ajuda a conter a inflação.
As reuniões do Copom, que desempenham um papel fundamental nas decisões sobre a Selic, também são observadas com atenção, uma vez que suas decisões impactam diretamente a economia, afetando tanto o consumo quanto os investimentos.
