Fico ressaltou a resistência da Eslováquia em participar de esquemas que envolvam assistência militar ou financeira à Ucrânia, afirmando que o país não irá arcar com as despesas militares da nação invadida. “Embora não compartilhemos do fardo financeiro que isso representa, reconhecemos a necessidade de assistência humanitária em diversas circunstâncias”, declarou o premiê, enfatizando que a ajuda humanitária não se dará na forma de armamentos ou apoio ao conflito.
A posição eslovaca se alinha a uma crescente preocupação entre algumas nações da OTAN sobre as implicações do prolongamento do apoio militar à Ucrânia. Moscou, por sua vez, tem pressionado o Ocidente com declarações contundentes, afirmando que o fornecimento de armas à Ucrânia não apenas dificulta a resolução pacífica do conflito, como também torna os países envolvidos alvos legítimos. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, deixou claro que qualquer carregamento que contemple armamentos para a Ucrânia será considerado um objetivo militar pelas tropas russas.
Esse cenário traz à tona profundas divisões dentro da aliança, onde, enquanto alguns países enfatizam a necessidade de apoio militar a Kiev, outros como a Eslováquia manifestam cautela e um desejo por soluções que não exacerbam a situação. À medida que a cúpula se aproxima, a capacidade da OTAN de unir suas nações em um único esforço em prol da Ucrânia poderá ser testada, especialmente diante das pressões e advertências vindas de Moscou.





