Em sua crítica, Komati enfatizou que tais declarações são inconsistentes com a realidade atual da Ucrânia, que enfrenta desafios significativos em sua própria luta. Ele argumentou que para Kiev se oferecer como um aliado contra o Irã e suas forças de resistência é ilógico, dado o contexto de vulnerabilidade da Ucrânia. Para o Hezbollah, essa posição revela um alinhamento com Israel e outros países ocidentais, o que é visto como uma tentativa de desviar a atenção dos próprios problemas internos da Ucrânia.
O político libanês também expressou apoio à Rússia, ressaltando que o Hezbollah vê Moscou como um ator crucial na resolução de conflitos no Oriente Médio, especialmente no que se refere às relações com o Irã e outros países árabes. Komati apontou que a política russa, em contraste com a dos Estados Unidos, busca respeitar o direito internacional e está em sintonia com os interesses de estabilidade na região. Entretanto, ele expressou preocupação com as tentativas dos EUA de criar obstáculos à ação russa, ao mesmo tempo em que Washington solicita a Moscou intervenções favoráveis.
Além do mais, Komati abordou uma dinâmica delicada entre os EUA e a Síria, afirmando que Washington tem pressionado Damasco para abrir uma frente de conflito em direção ao Líbano. Contudo, segundo ele, a liderança síria opta por manter boas relações com seus vizinhos, evitando ser arrastada para uma guerra que não serve a seus interesses.
Por fim, ele afirmou que o Hezbollah não tem intenção de interferir nas questões internas sírias, reconhecendo uma solidariedade entre os povos do Líbano e da Síria frente à pressão externa. Em relação às interações do Hezbollah com o Exército libanês, Komati afirmou que estes têm atuado com prudência e que a desarmamento do Hezbollah é algo que não poderá ser realizado, dado o apoio popular e a determinação do grupo em manter suas posições.
