A operação de fiscalização foi realizada após alertas do MapBiomas e da Polícia Federal, que identificaram a supressão ilegal de vegetação nessas áreas através de monitoramento via satélite. O cenário encontrado pela equipe Flora foi desolador, com evidências de uso de drones para aplicação de agrotóxicos e destruição da vegetação nativa.
Em Lagoa da Canoa, a primeira propriedade visitada apresentava cerca de 26 hectares de vegetação suprimida. Os moradores locais relataram os impactos causados pelo desmatamento e pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, que contaminaram o ar e os recursos hídricos da região. Em São Sebastião, outras duas fazendas vizinhas contabilizaram 140 hectares desmatados com o uso de máquinas.
O coordenador da equipe Flora da FPI, Daniel da Conceição, destacou a gravidade das ações realizadas nessas propriedades. O uso de agrotóxicos para impedir o reflorestamento natural e a falta de autorização legal para a supressão de vegetação são práticas que impactam diretamente o equilíbrio ambiental da região.
Diante das constatações feitas pela equipe, os responsáveis pelas áreas foram autuados e receberam termos de embargo. Agora, eles têm 20 dias para apresentar defesa ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e estão sujeitos à aplicação de multas e medidas compensatórias de recuperação florestal.
A ação da Flora da FPI do Rio São Francisco reforça a importância da preservação ambiental e da necessidade de um uso sustentável dos recursos naturais. A destruição indiscriminada da natureza tem sérias consequências para a biodiversidade e para a qualidade de vida das comunidades locais. É fundamental que a sociedade se mobilize em prol da conservação do meio ambiente e da promoção de práticas agrícolas sustentáveis.





