Essa declaração gerou uma reação imediata do candidato Pablo Marçal (PRTB), que durante uma coletiva na entrega do Prêmio Legado Visionário, na sexta-feira (22), chamou Carlos de “retardado mental” e “imbecil”. Marçal e Carlos estão trocando farpas sobre a responsabilidade pela derrota de Jair Bolsonaro na eleição para presidente em 2022, quando Bolsonaro foi derrotado por Lila (PT). Marçal alega que Carlos atrapalhou a campanha de seu pai, enquanto Carlos pretende acionar a Justiça contra Marçal por crimes contra honra, difamação e injúria.
Esta não é a primeira vez que Carlos e Marçal entram em conflito. No dia 14 de agosto, o vereador do Rio criticou o ex-coach por “passar pano” para o ministro do STF Alexandre de Moraes. Marçal, por sua vez, criticou a repercussão de conversas entre um juiz auxiliar de Moraes e um funcionário do TSE que evidenciou o uso da Corte Eleitoral para embasar investigações contra aliados do ex-presidente.
Além disso, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também atacou Marçal recentemente, chamando-o de “arregão” após o cancelamento de uma entrevista com o comunicador Paulo Figueiredo. Eduardo gravou vídeos ao lado de Nunes para reforçar que o candidato emedebista é o escolhido da família Bolsonaro e compartilha os valores do bolsonarismo.
O desempenho de Marçal nas pesquisas e nas redes sociais tem gerado preocupação entre os bolsonaristas, que temem que ele possa atrapalhar os planos do grupo para a eleição ao Senado. A avaliação é que o ex-coach busca se cacifar como postulante a uma das vagas que estarão em disputa em 2026, apesar de não desejar ser senador, segundo seus aliados.
Diante desse cenário de conflitos e acusações, a disputa política no Brasil continua acirrada e cheia de reviravoltas. As declarações dos envolvidos deixam claro que as eleições municipais e a corrida pelo poder não serão pacíficas.







