Durante o evento, diversas autoridades e especialistas se pronunciaram sobre o impacto da lei, ressaltando que, apesar dos avanços, o Brasil ainda lida com elevados índices de violência contra as mulheres. A deputada Jandira Feghali, que atuou como relatora do projeto que originou a lei, destacou que a percepção social sobre a violência mudou significativamente. Antes, muitos consideravam o problema como uma questão privada, um aspecto restrito às “quatro paredes” da residência. Contudo, com a lei, criou-se um espaço onde as mulheres podem buscar proteção e apoio.
Múltiplos pronunciamentos enfatizaram que a luta ainda não terminou. A ministra de Estado das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou que a legislação alterou a forma como a violência doméstica é vista, deixando atrás o tratamento como crime de menor potencial ofensivo. Enquanto isso, a ex-deputada Iara Bernardi recordou que as falhas na implementação frequentemente estão relacionadas à falta de suporte e recursos adequados, não à lei em si.
As estatísticas apresentadas durante a sessão deixaram claro que o desafio permanece. A deputada Laura Carneiro mencionou dados alarmantes, apontando que 1.571 feminicídios foram registrados em 2025. Além disso, a deputada Jack Rocha alertou sobre a continuidade da violência de gênero no cotidiano, afirmando que as mortes de mulheres ainda ocorrem em números desastrosos.
Outro ponto relevante abordado no evento foi a proposta de criminalização da misoginia, a qual ganharia reforço nas pautas legislativas. A coordenadora da Bancada Feminina, Laura Carneiro, afirmou que essa é uma das grandes prioridades atuais do Parlamento. Jandira Feghali defendeu o projeto, esclarecendo que ele não limita a liberdade de expressão, mastipifica o ódio e a aversão a mulheres como crime.
A ministra Márcia Lopes reiterou a urgência dessa questão, destacando que a tolerância em relação ao ódio de gênero representa um risco crescente para a vida das mulheres. Com discussões públicas fervorosas e um pedido unificado por ações mais efetivas, a sessão em homenagem à Lei Maria da Penha foi um importante lembrete da luta contínua por uma sociedade mais segura e justa para todas as mulheres.
