O projeto, denominado PL 5110/25, se ocupa especificamente das agressões que buscam causar lesões, mutilações ou marcar o corpo das mulheres, com foco na desfiguração de partes do rosto e em áreas relacionadas à integridade sexual e à identidade física das vítimas. A relatora Célia Xakriabá ressaltou a importância dessa medida, argumentando que tais atos não apenas causam danos físicos, mas também possuem um impacto simbólico profundo, atingindo a autoestima e a dignidade das mulheres. Dados alarmantes citados na justificativa evidenciam que cerca de 80% das mulheres vítimas de violência doméstica sofrem lesões na face.
Além disso, o texto destaca que mulheres indígenas e trans são frequentemente submetidas a mutilações, utilizadas como instrumentos de dominação e ódio. Com isso, a proposta se posiciona como uma resposta legislativa à crueldade e à misoginia presentes em nossa sociedade. Célia declarou que a inclusão dessas agressões como circunstâncias agravantes representa um repúdio do Estado a tais comportamentos, sinalizando a urgência de se superar práticas que comprometem a dignidade feminina.
Após esta aprovação inicial, a proposta ainda passará pela análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser discutida em plenário. Para que se torne lei, o texto precisa ser aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional, ou seja, tanto pela Câmara quanto pelo Senado. Essa iniciativa exemplifica um esforço legislativo crescente para proporcionar maior proteção e justiça às mulheres no Brasil, avançando assim na luta por igualdade social e pelo fim da violência de gênero.
