CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova alteração terminológica para garantir direitos de pessoas com autismo em projeto de lei sobre educação e inclusão escolar.

No dia 21 de maio de 2026, a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5856/25. O projeto, de autoria do deputado Diego Garcia, do União-PR, visa promover uma atualização nas terminologias e legislações que dizem respeito à educação, à primeira infância e à assistência estudantil para pessoas autistas.

Uma das principais alterações propostas consiste na substituição do antigo termo “Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)” para “Transtorno do Espectro Autista (TEA)”. Essa mudança será aplicada em diversas legislações, incluindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o Plano Nacional de Educação (PNE). O relator do projeto, deputado Geraldo Resende, do PSDB-MS, recomendou ainda um substitutivo que reorganiza a redação do texto original sem modificar seu objetivo fundamental, listando as leis a serem alteradas de forma cronológica.

O deputado Resende enfatizou a importância do uso de terminologias precisas nas leis, ressaltando que essa clareza é vital para garantir que os recursos públicos sejam alocados sem ambiguidades, e que as políticas de inclusão escolar sejam efetivas desde os primeiros anos de vida. Ele argumentou que a mudança não é meramente uma questão de linguagem, mas sim uma necessidade de precisão que pode impactar na aplicação dos recursos e na garantia do Atendimento Educacional Especializado (AEE) para os estudantes.

Por sua vez, o autor do projeto, Diego Garcia, defendeu que a modificação está em sintonia com os avanços na medicina a nível global e que não acarretará custos adicionais aos cofres públicos. Sua proposta visa, além da precisão técnica, restaurar a dignidade das famílias que lidam com a condição do autismo.

Atualmente, o projeto segue em caráter conclusivo e será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ir à votação final na Câmara e, posteriormente, no Senado. A tramitação, portanto, é um passo importante rumo à formalização de um discurso mais inclusivo e respeitoso em relação às diferenças e às necessidades especiais da população.

Sair da versão mobile