Lopes, que apresentou a iniciativa em 2019, enfatizou a necessidade de ajuste nas jornadas de trabalho, argumentando que “nada justifica que o trabalhador não tenha dois dias de folga na semana em pleno século XXI”. Durante sua fala, o deputado destacou que os trabalhadores que atuam na escala 6×1 são majoritariamente aqueles que recebem os menores salários, corroborando essa afirmação com dados de estudos realizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
De acordo com Lopes, há uma crescente transição dos trabalhadores brasileiros para a jornada de cinco dias com duas folgas. Ele observou que, atualmente, cerca de dois terços da força de trabalho já opera nesse formato menos exaustivo.
O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, também participou do debate e trouxe à tona um exemplo prático: algumas empresas que testaram a jornada 5×2 passaram a enfrentar menos problemas para preencher vagas, mostrando a eficácia da proposta.
Leo Prates reforçou que a negociação coletiva e a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, são alguns dos pontos que não podem ser flexibilizados. Ele fez um apelo pela mobilização dos trabalhadores, destacando que a aprovação da medida requer um aumento significativo do número total de votos favoráveis.
Este debate ocorre sob a iniciativa “Câmara pelo Brasil”, que visa aproximar a atividade legislativa das comunidades e buscar soluções para questões trabalhistas que afetam diretamente a vida dos cidadãos. A mobilização dos sindicatos e grupos de trabalhadores será crucial para que essa mudança, considerada um avanço na legislação trabalhista, se concretize.
