CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados aprova projeto de cursos gratuitos de Libras em universidades, visando inclusão de famílias de pessoas com deficiência auditiva.

Em uma significativa deliberação na Câmara dos Deputados, a Comissão de Educação aprovou um novo projeto de lei que visa expandir o acesso a cursos gratuitos de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas universidades e institutos federais do país. O texto, que recebeu a forma de um substitutivo apresentado pelo deputado Duda Ramos (Pode-RR), busca especialmente beneficiar as famílias de pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

A iniciativa, que se insere no contexto da Lei 10.436/02 — legislação que já reconhece a Libras como meio legal de comunicação no Brasil — pretende promover a inclusão comunicacional e educacional para grupos que, frequentemente, enfrentam barreiras na interação social. O substitutivo propõe que os cursos sejam direcionados, em prioridade, às famílias de crianças surdas, facilitando assim um aprendizado mais precoce dessa forma de comunicação e expressão.

O deputado Duda Ramos enfatizou a importância do projeto, ressaltando que ele atua de modo a eliminar obstáculos que dificultam a inclusão de crianças com deficiência auditiva. “A oferta de cursos para os pais ou responsáveis é um passo fundamental para garantir que as crianças tenham um aprendizado adequado da Libras”, afirmou. No entanto, ele também sinalizou que algumas mudanças eram necessárias para evitar que o projeto original pudesse comprometer a autonomia das universidades.

Outro aspecto notável da proposta é a criação do Selo de Inclusão, que visa reconhecer as empresas que incentivam a participação de seus colaboradores nesses cursos. Essa medida pode representar uma nova era de responsabilidade social entre as instituições, vindo a garantir que mais profissionais se familiarizem com a Libras, ampliando, assim, a inclusão no ambiente de trabalho.

Agora, para que o projeto se torne lei, ele ainda precisa passar por novas análises nas comissões de Finanças e Tributação, bem como nas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto deve ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado, e a tramitação segue em caráter conclusivo, o que implica que não haverá necessidade de votação no plenário, a menos que haja divergências entre as comissões. Essa proposta representa não apenas um avanço para a inclusão, mas também uma oportunidade de transformação nas práticas educacionais e sociais do Brasil.

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