A proposta, líderada pelo deputado Icaro de Valmir (Republicanos-SE), avança a partir de um substitutivo ao Projeto de Lei 1901/24, que originalmente exigia a apresentação de análises hidrológicas complexas para todas as novas construções em áreas de risco. Apesar de reconhecer a importância dessas exigências, o relator adaptou a proposta para torná-la mais proporcional, estabelecendo que a complexidade dos estudos deve ser ajustada ao tamanho e à gravidade dos riscos associados a cada projeto, bem como à capacidade técnica das prefeituras envolvidas.
De acordo com o novo texto, a realização de simulações hidrodinâmicas detalhadas será obrigatória apenas em três situações específicas: em áreas de alto risco de alagamento, em projetos que possam causar substanciais impactos ambientais ou urbanos e em locais que não possuam infraestrutura de drenagem já instalada. Essa abordagem, mais equilibrada, visa manter a segurança pública sem inviabilizar o desenvolvimento urbano.
Além das obrigações técnicas, o projeto também enfatiza a importância da transparência. As autoridades locais terão a obrigação de disponibilizar os estudos na internet, garantindo que a população tenha acesso às informações pertinentes. Em projetos com maior repercussão, as prefeituras serão obrigadas a conduzir audiências públicas, envolvendo ativamente os cidadãos nas discussões sobre os impactos das obras.
Agora, a proposta segue com caráter conclusivo para a avaliação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, ainda passará pelas votações da Câmara e do Senado, representando um passo importante na proteção de zonas vulneráveis e na prevenção de desastres naturais que afetam a vida de milhares de brasileiros.
