Em seu discurso, Zema não poupou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), destacando a figura dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. “O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula”, afirmou Zema, referindo-se ao que classificou como uma “ditadura da extorsão” promovida por facções criminosas. Ele acusou a esquerda de não tomar medidas suficientes para combatê-las, além de afirmar que o país estaria “sequestrado por políticos vendidos e juízes milionários”, associando os dois ministros a “contratos inexplicáveis” e “tráfico de influência”, embora não tenha apresentado provas para sustentar suas alegações.
De maneira mais incisiva, Zema declarou que, se sua base política obter sucesso nas eleições legislativas de outubro, Articulará um plano para aprovar o impeachment de Moraes. O pré-candidato também criticou as políticas de cotas raciais, descrevendo-as como uma abordagem que prioriza a cor da pele em detrimento da individualidade. “Estamos promovendo uma doutrinação progressista nas escolas”, lamentou, enquanto caricaturou as famílias cristãs como sendo consideradas atrasadas pelo governo federal.
Além das questões políticas e sociais, Zema chamou à privatização da Petrobras e do Banco do Brasil, argumentando que os recursos arrecadados não seriam direcionados para “pagar as contas de Brasília”, mas para obras de infraestrutura, como estradas e ferrovias, sugerindo que, enquanto o Brasil produz como um gigante, ainda transporta sua riqueza de forma arcaica.
Sobre sua chapa, Zema se mostrou aberto a diversas possibilidades para a escolha de seu vice, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, cuja eventual adesão à sua candidatura ele consideraria uma “possibilidade”. Apesar das modestas intenções de voto, o ex-governador acredita que o eleitorado ainda não entrou no “modo eleição”, prevendo um aumento no interesse conforme as campanhas se intensificarem. Com um desempenho atualmente em 3% nas pesquisas, Zema falou sobre sua ascensão, comparando sua situação atual com a de 2018, quando conquistou o governo de Minas Gerais pela primeira vez.





