Na última sexta-feira, 17 de julho de 2026, Moraes determinou a suspensão das visitas por 30 dias, permitindo apenas que profissionais de saúde e advogados possam se encontrar com o ex-presidente. Além disso, ele manteve uma restrição de 90 dias ao senador Flávio, uma decisão que se seguiu à divulgação de uma carta de apoio do pai à sua candidatura, feita nas redes sociais em 11 de julho. Moraes também vetou visitas com intenção político-eleitoral e limitou a divulgação pública de manifestos por quaisquer meios.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, juntamente com Moraes, enfatizou que a divulgação da carta violou as diretrizes que impedem Bolsonaro de utilizar celulares ou redes sociais durante a sua prisão domiciliar. Essa violação é considerada grave por ambos, dado o contexto de crimes associados à democracia. As restrições adicionais à comunicação foram justificadas pela natureza do crime e pela suspensão dos direitos políticos do ex-presidente.
Gonet reforçou que as limitações visam evitar qualquer participação política de Bolsonaro no cenário eleitoral, dado que a condenação transitada em julgado tem implicações diretas sobre os direitos políticos do ex-presidente e sobre manifestações de caráter eleitoral. Este panorama jurídico cria uma complexa teia de questões sobre liberdade de expressão e direitos políticos, especialmente em um período eleitoral tangencialmente sensível.
A defesa dos ex-presidentes já anunciou que, caso Moraes não atenda ao pedido, a intenção é que o processo seja avaliado pela Primeira Turma do STF, levando a questão a um novo patamar de discussão legal. As movimentações jurídicas em torno dessa situação continuam a gerar debate e controvérsia no Brasil, refletindo as tensões políticas atuais.





