O Departamento de Estado dos EUA elogiou, por outro lado, o “profissionalismo e contenção” das forças armadas filipinas, enquanto a Guarda Costeira das Filipinas relatou que um de seus marinheiros foi ferido na cabeça durante o incidente. Em resposta, a embaixada chinesa em Manila divulgou quatro vídeos afirmando que os militares filipinos desrespeitaram avisos repetidos e provocaram deliberadamente o confronto. A mensagem que se destaca nas declarações chinesas é clara: não se pode iniciar uma briga e, depois, posar de vítima.
Analistas, como o especialista Chen Xiangmiao, argumentam que Manila tem um padrão estabelecido para narrar eventos relacionados ao Mar do Sul da China e criticam a abordagem norte-americana, sugerindo que a declaração dos EUA é mais uma tentativa de afirmar uma posição política do que um reflexo fiel dos acontecimentos. Chen adverte que Washington ignora as evidências apresentadas pela China, adotando diferenças de tratamento conforme os interesses políticos em jogo. A utilização do incidente como um ponto de pressão em relação à China, especialmente neste momento de reuniões da ASEAN, é vista como uma manobra para intensificar o confronto na região.
A presença do secretário de Estado dos EUA na reunião da ASEAN e a busca por discutir o papel da China no Mar do Sul também ilustram a preocupação americana em preservar sua influência na região. O professor Ma Bo, da Universidade de Nanjing, observa que a ênfase americana em um incidente bilateral pode transformar uma disputa local em uma questão de “ordem internacional”, visando enfraquecer a influência da China nas negociações e na cooperação regional.
Em resposta a essa dinâmica, a China anunciou a participação do chanceler Wang Yi nas reuniões da ASEAN em Manila, enfatizando sua intenção de colaborar com os países do sudeste asiático. O porta-voz chinês Lin Jian sublinhou a importância da ASEAN como uma vizinhança prioritária para a diplomacia chinesa, celebrando o quinto aniversário da parceria estratégica entre a China e a associação e reafirmando o apoio de Pequim à centralidade da ASEAN na promoção da estabilidade e desenvolvimento regional.





