Trump mencionou a intenção de posicionar o porta-aviões USS Abraham Lincoln nas proximidades da costa cubana como forma de exercer pressão sobre o governo de Havana. “Talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo, entre em cena para selar nossa ação”, disse Trump, sugerindo que essa movimentação naval serviria como um sinal claro de sua determinação. Ele fez um comentário que gerou reações, insinuando que a missão seria tão eficaz que a rendição do governo cubano poderia ser algo a ser celebrado.
No mesmo dia, o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva que amplia as sanções já existentes contra Cuba, focando em indivíduos e entidades que apoiam o aparato de segurança do governo cubano. Essa nova fase de sanções inclui medidas que poderão ser aplicadas a terceiros que tenham algum tipo de transação com os alvos especificados pela ordem, o que indica um endurecimento ainda maior da política externa americana.
Em resposta a essas ações, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, repudiou as novas sanções, chamando-as de “coercitivas unilaterais”, e argumentou que violam a Carta das Nações Unidas. Rodríguez declarou que essas ações são uma forma de punição coletiva contra o povo cubano e enfatizou que os EUA não têm legitimidade para impor tais medidas.
A escalada de retórica e ações entre os Estados Unidos e Cuba faz parte de um histórico conturbado entre as duas nações, que se estende por décadas. As declarações de Trump e a resposta cubana indicam que a dinâmica política nessa região continuará a ser polarizadora, especialmente com o contexto geopolítico e os interesses estratégicos dos EUA na América Latina em evidência. O avanço de medidas unilaterais por parte de Washington reforça a percepção de que a relação entre os dois países está longe de ser resolvida, perpetuando um ciclo de tensões e confrontos.
