Romário recordou os problemas enfrentados no evento de 2014, onde o país sofreu o que ele define como uma “goleada histórica” não apenas em campo, mas também na gestão do evento. Ele fez críticas contundentes ao fato de que a construção de estádios superfaturados, obras incompletas e o desvio de recursos públicos prejudicaram a imagem do Brasil de maneira significativa, mais até do que o famoso resultado de 7 a 1 para a Alemanha na semifinal. Segundo Romário, enquanto a seleção brasileira lutava para obter resultados positivos, muitos se beneficiaram financeiramente fora dos gramados, um ponto que foi amplamente abordado na CPI do Futebol de 2015.
O senador enfatizou que a recente tendência global demonstra que poucos países, exceto os árabes, estão dispostos a investir quantias exorbitantes na organização de eventos esportivos como a Copa. Ele destacou a Copa do Mundo masculina deste ano, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, onde a maioria das arenas já existia e precisou apenas de pequenas adaptações para sediar os jogos.
Romário reiterou que o mesmo deve acontecer no Brasil em 2027. Na semana anterior, ele atuou como relator do projeto que finalizou os ajustes fiscais necessários para a Copa do próximo ano, garantindo que oito estádios que já haviam sido utilizados em 2014 serão novamente utilizados no evento.
O senador finalizou sua fala ressaltando a importância do legado social que a competição deixará. Ele enfatizou que as memórias, os jogos, a inspiração que poderá surgir nas crianças e o aumento no turismo são aspectos fundamentais. Além disso, Romário reforçou que o fortalecimento da imagem do Brasil como uma nação do futebol é um ativo valioso que não pode ser negligenciado. Essa visão otimista sobre o futuro do futebol feminino no Brasil é um claro indicativo de que o país está se preparando para não apenas sediar um evento, mas para colher frutos duradouros de sua realização.
