Senador Cleitinho defende PEC que muda jornada de trabalho enquanto critica privilégios políticos e repudia piadas sobre tragédia de jovem em salto de rope jump.

Na sessão do Plenário, realizada nesta terça-feira (16), o senador Cleitinho, do partido Republicanos de Minas Gerais, reiterou sua posição a favor da proposta de emenda à Constituição que visa abolir o regime de trabalho 6×1, substituindo-o pelo modelo 5×2. A proposta, conhecida como PEC 221/2019, já contou com a aprovação da Câmara dos Deputados e atualmente aguarda análise no Senado.

Em seu discurso, Cleitinho traçou um comparativo entre a dura realidade enfrentada pelos trabalhadores, que frequentemente lidam com longas jornadas e salários baixos, e a situação da classe política, que, segundo ele, usufrui de privilégios excessivos. O senador destacou benefícios como pensões vitalícias para filhas solteiras de servidores da Câmara e de militares, plano de saúde vitalício para ex-senadores e o uso de carros oficiais, além de criticar a aposentadoria compulsória aplicada a juízes como forma de punição administrativa.

“Continuarei a defender essa causa. Enquanto não votarmos a extinção da escala 6×1, farei esses comparativos, independentemente de quem se incomode. O problema não está apenas na escala de trabalho, mas sim nos três Poderes. Precisamos ter coragem de ‘cortar a própria carne’ para garantir dignidade ao trabalhador”, afirmou Cleitinho, reforçando a urgência da medida.

Além de sua defesa pela melhoria das condições de trabalho, o senador expressou indignação em relação a piadas que circularam nas redes sociais, envolvendo a trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. Ela faleceu após um acidente durante uma atividade de rope jump em Limeira, São Paulo. Cleitinho mencionou uma imagem onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era colocado no lugar da jovem, criticando veementemente a utilização de uma tragédia pessoal para fins políticos.

“Isso não é política; é algo muito mais baixo. Estão desrespeitando, de fato, não apenas o presidente, mas a família dessa jovem que perdeu a vida. Precisamos lembrar que por trás das notícias existem histórias e pessoas que sofrem”, concluiu o senador, pedindo um tratamento mais respeitoso nas discussões políticas.

Sair da versão mobile