Surto de Hantavírus na Argentina: Investigação se Expande e CDC dos EUA Entra no Combate à Doença Após Morte de Turistas em Cruzeiro.

Investigação Sobre surto de Hantavírus na Argentina se Expande com a Participação de Especialistas Internacionais

Na última sexta-feira, autoridades argentinas anunciaram a ampliação da investigação a respeito das origens do surto de hantavírus que afetou um navio de cruzeiro no mês anterior. O MV Hondius, que partiu de Ushuaia, uma cidade no extremo sul do país, viu um casal holandês entre seus passageiros que acabaram contraindo a doença. Enquanto aguardam os resultados laboratoriais de testes realizados em Ushuaia, cientistas do Instituto Malbran e do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos EUA estão se mobilizando para coletar e testar roedores na província de Mendoza.

O hantavírus dos Andes, a variedade que provocou o surto, é um agente patogênico que normalmente circula entre roedores, e acredita-se que em raros casos seja capaz de causar transmissão entre humanos. Autoridades de saúde afirmam que identificar com precisão a cadeia de contágio é um desafio, e pode ser impossível determinar exatamente onde o casal contraiu o vírus antes de seu embarque. No entanto, a compreensão do surto é fundamental para aprimorar o conhecimento sobre a propagação dessa doença e suas implicações para a saúde pública.

Desde o início da investigação, 11 casos confirmados foram identificados, incluindo os três óbitos associados. Assim, epidemiologistas examinam detalhadamente os horários dessas mortes e realizam uma triagem nos passageiros que foram repatriados de mais de 20 países, todos os quais passaram por centros de quarentena. Os cientistas tentam rastrear o trajeto dos turistas holandeses, uma vez que acredita-se que a exposição ao excremento ou urina de roedores durante suas viagens seja a origem provável da infecção.

Após os primeiros alertas sobre o surto, o Ministério da Saúde da Argentina designou equipes para trabalhar em Ushuaia, coletando amostras em áreas arborizadas, enquanto as autoridades locais contestam a ideia de que o vírus tenha se originado na região. Embora vários casos de hantavírus sejam relatados anualmente nas áreas mais ao norte da Patagônia, não há histórico de detecção da doença em Ushuaia.

Os especialistas têm um cronograma apertado para os testes em Mendoza, programados para ocorrer entre os dias 8 e 12 de junho, enquanto o Ministério da Saúde permanece na expectativa dos resultados dos testes em Ushuaia. Além disso, Claudia Perandones, chefe do Instituto Malbran, informou que suas equipes de coleta serão equipadas com proteção adequada para realizar as análises necessárias.

Embora a Organização Mundial da Saúde tenha indicado que o risco de transmissão do hantavírus é baixo e que ele não representa uma ameaça pandêmica, a elevada taxa de mortalidade associada ao hantavírus dos Andes, que pode chegar a 30%, suscita preocupações globais, especialmente diante da falta de tratamento eficaz ou vacinas disponíveis. Assim, a busca pelas origens do surto e a análise dos dados epidemiológicos se tornam essenciais não apenas para mitigar o impacto atual, mas também para futuras situações de saúde pública.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo