O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou nesta quinta-feira (30) que o embate entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e a cúpula da Polícia Federal (PF) em torno do acesso a documentos da investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) teria como finalidade proteger Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As declarações foram feitas por meio das redes sociais do parlamentar e em um vídeo publicado na internet. Segundo Gaspar, a Polícia Federal estaria recorrendo à Advocacia-Geral da União (AGU) para impedir que André Mendonça tenha acesso imediato aos atos da investigação, o que, na avaliação do deputado, atrasaria o andamento das apurações.
“O objetivo é claro: tentam proteger o Lulinha, indiciado no meu relatório por envolvimento no esquema”, escreveu o deputado em uma publicação.
No vídeo, Alfredo Gaspar afirmou que a direção da Polícia Federal não aceitaria a atuação do ministro do STF na cobrança por maior celeridade nas investigações sobre os descontos fraudulentos aplicados contra aposentados e pensionistas do INSS.
“O que está por trás disso? É simples. A cúpula da Polícia Federal não aceita que André Mendonça exija pressa nas investigações, que controle os atos da Polícia Federal para que nós tenhamos resultado efetivo e não haja proteção”, declarou.
Durante a gravação, o parlamentar voltou a citar Fábio Luís Lula da Silva como um dos investigados que, segundo ele, estariam sendo beneficiados pelo impasse institucional.
“Esse poderoso se chama Fábio Luís, o Lulinha, que foi indiciado no meu relatório com envolvimento no caso INSS”, afirmou.
Ao final da manifestação, Alfredo Gaspar prestou apoio ao ministro André Mendonça e defendeu o aprofundamento das investigações. “Ministro André Mendonça, siga em frente. Tem mais gente poderosa que precisa pegar cadeia. O Brasil confia no senhor”, disse.
A declaração ocorre em meio à divergência entre o ministro do STF, a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União sobre o acesso a documentos relacionados às investigações das fraudes no INSS, discussão que vem gerando debates entre integrantes das instituições.
Até o momento, a Polícia Federal, a Advocacia-Geral da União e Fábio Luís Lula da Silva não haviam se manifestado sobre as declarações do deputado federal.





