Senador Alcolumbre Responde a Ameaças do PT e Defende Independência do Senado em Meio a Pressão Política Sobre PEC da Jornada de Trabalho 6×1

Em meio a tensões políticas, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), expressou sua insatisfação ao ameaçar classificar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como “inimigo dos trabalhadores”. O motivo da indignação é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a escala de trabalho 6×1, a qual, segundo Uczai, precisa ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana. A declaração provocou uma reação firme de Alcolumbre, que, em nota oficial, deixou claro que “esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado”.

Na mesma nota, o presidente do Senado afirmou que a definição da pauta legislativa e o andamento das matérias são prerrogativas exclusivas da Presidência e não devem ser influenciados por “ultimatos ou pressões político-eleitorais”. O senador reiterou que qualquer forma de constrangimento à condução dos trabalhos no Senado representa uma afronta à independência dos Poderes. Ele também destacou que, recentemente, se reuniu com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e o senador Paulo Paim (PT-RS), além de representantes de centrais sindicais, para discutir a PEC relacionada à jornada de trabalho. Durante esse encontro, Alcolumbre reafirmou seu compromisso com o diálogo e a tramitação regular da proposta.

Contudo, apesar das conversas, Alcolumbre não se comprometeu em pautar a proposta de forma imediata, afirmando que irá avaliar as matérias discutidas. Em outro momento, Uczai sinalizou que o PT concederia uma “trégua” a Alcolumbre, mas deixou claro que, caso a proposta não seja despachada para a CCJ até a próxima semana, a bancada petista o considerará como “inimigo” da classe trabalhadora.

Essa escalada de pressões por parte do PT ocorre em um contexto em que a PEC, aprovada pela Câmara no final de maio, ainda aguarda a movimentação de Alcolumbre para iniciar sua tramitação no Senado. Em dialogou com representantes de centrais sindicais, o presidente do Senado expressou apoio à extinção do 6×1, defendendo, todavia, que as mudanças sejam implementadas sem o longo período de transição previsto no texto original. Essa posição, no entanto, enfrenta resistência de algumas figuras do governo, que acreditam que a inclusão de uma transição foi essencial para a aprovação da proposta na Câmara. A situação, então, continua em aberto, com a expectativa de novos desdobramentos nos próximos dias.

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