Em um vídeo que ganhou destaque nas redes sociais, o conservador De la Espriella acusou Petro e o ex-candidato Iván Cepeda de engendrar um plano para se manter no poder, insinuando uma tentativa de golpe de Estado. Contudo, vale ressaltar que o novo presidente não apresentou evidências para respaldar suas alegações. Em uma convocação direta às Forças Armadas, De la Espriella pediu que elas respeitassem a Constituição e a democracia, além de desobedecer a qualquer eventual ordem contrária que pudesse surgir do governo de Petro. Ele ainda pediu à comunidade internacional que monitorasse a transferência de poder e instou seus apoiadores a permanecerem mobilizados até a data de sua posse, marcada para 7 de agosto.
Em contrapartida, Gustavo Petro, em sua conta na rede social X, reafirmou seu compromisso democrático ao afirmar que não permaneceria no cargo apesar de apelos que visavam a permanência no poder. Ele enfatizou que seu mandato tinha uma data de expiração e que respeitava os princípios democráticos.
As reações não tardaram a surgir. Germán Ávila, ministro das Finanças e responsável pelo processo de transição no governo de Petro, determinou a suspensão da transição como uma resposta às ações de De la Espriella. Ele criticou os comentários de um membro da equipe do novo presidente, que insinuava que a administração que se instalaria teria intenção de adotar ações judiciais baseadas em um suposto processo anticorrupção.
Ainda nesse cenário conturbado, Iván Cepeda, após reconhecer a vitória de De la Espriella, alertou sobre a possibilidade de se recorrer a formas de “desobediência civil pacífica” caso o novo presidente não renunciasse à sua dupla cidadania americana antes de assumir suas funções. O país, portanto, se vê em um momento crítico, com incertezas pairando sobre a estabilidade política e a governança.
