Klann começou sua fala reconhecendo a iniciativa de cidadãos que, voluntariamente, têm promovido ações de recuperação de espaços públicos em Santa Catarina. Ele exemplificou o esforço de um morador de Blumenau que, por conta própria, decidiu limpar um muro pichado. O senador também mencionou os mutirões comunitários do projeto “Joinville é Nossa Casa”, que buscam revitalizar áreas urbanas.
Entretanto, ele levantou uma questão provocativa: “Por que cidadãos de bem precisam gastar seu tempo limpando aquilo que outras pessoas decidiram destruir?” Essa interrogação visou destacar a falta de responsabilidade de alguns indivíduos e o ônus que recai sobre a sociedade.
Ademais, Klann apresentou dados alarmantes sobre os gastos de cidades como Belo Horizonte e Manaus, que têm enfrentado elevados custos com a repintura e remoção de pichações. Ele argumentou que esses atos de vandalismo representam um prejuízo financeiro considerável, desviando recursos que poderiam ser investidos em áreas essenciais como saúde e educação. “Durante muito tempo, essa prática foi relativizada, tratada como uma simples travessura. Mas quem administra uma prefeitura e quem é proprietário de um comércio sabe que a realidade é bem diferente. A conta chega, e chega para todos”, enfatizou o senador.
Hermes Klann encerrou seu pronunciamento fazendo um apelo à população para que continue denunciando o vandalismo e apoiando iniciativas de cuidado e preservação das cidades. Para ele, a união e a conscientização da população são fundamentais para reverter essa situação e valorizar os espaços públicos.
