SENADO FEDERAL – Senador critica indicação de Flávio Dino para o STF e faz apelo aos colegas para votarem contra a nomeação.

Na tarde de ontem, em pronunciamento no Senado, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) fez duras críticas à indicação do ministro da Justiça, Flávio Dino, para ocupar um cargo no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pronunciamento de Izalci aconteceu após a escolha do nome de Dino ser anunciada, destacando que ele “desconsiderou, desprezou e ignorou” o Congresso Nacional durante a CPMI do 8 de Janeiro.

Para Izalci, a postura de Flávio Dino em relação à CPMI do 8 de Janeiro foi desrespeitosa e ameaçadora à democracia. Segundo ele, o ministro se recusou a fornecer as imagens das câmeras do Ministério da Justiça, mesmo após um requerimento aprovado solicitando tais imagens. Além disso, afirmou que Dino deu uma desculpa em relação à necessidade de autorização do Supremo para fornecer as imagens, mas mesmo após a decisão do Supremo neste sentido, ele não as entregou.

Izalci destacou sua intenção de votar contra a indicação de Flávio Dino e fez um apelo para que seus colegas senadores também se posicionem contra a nomeação do ministro da Justiça para o STF. Na visão do senador, a postura de desrespeito à democracia de Dino o desqualifica para ocupar um cargo vitalício no Supremo Tribunal Federal.

Além disso, o senador também criticou a indicação de Paulo Gustavo Gonet Branco para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). Para Izalci, o fato de Gonet ter apoio de ministros do STF é um absurdo, uma vez que é crucial para a preservação da independência do Ministério Público que o futuro procurador-geral não tenha ligações tão próximas com a Suprema Corte.

Diante das críticas e preocupações levantadas por Izalci Lucas, a indicação de Flávio Dino para o STF e de Paulo Gustavo Gonet Branco para a PGR são temas que certamente gerarão debates e reflexões no Senado nos próximos dias. A decisão final sobre essas nomeações ainda precisa passar pela aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no Plenário do Senado.

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