SENADO FEDERAL – Senador critica decisões do STF na Operação Lava Jato: “STF age como protagonista em ditadura da toga”, afirma Eduardo Girão.

O senador Eduardo Girão, do partido Novo no Ceará, disparou duras críticas em seu pronunciamento realizado na última sexta-feira (24) contra decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que beneficiaram figuras importantes da Operação Lava Jato, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Para Girão, o Supremo age de maneira arbitrária e acaba por soltar pessoas envolvidas em crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

O parlamentar chamou a atenção para o fato de que tais decisões foram tomadas no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, rejeitar o pedido de cassação do mandato do senador Sergio Moro, do partido União no Paraná. Segundo Girão, a coincidência de datas não foi aleatória e tinha o intuito de passar uma mensagem de impunidade.

Além disso, o senador também criticou a atuação do STF no julgamento dos envolvidos na invasão às sedes dos Três Poderes em Brasília, ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Para ele, os réus não possuem foro privilegiado e, portanto, não deveriam ser julgados pela Corte Suprema.

Girão ressaltou a importância de punir aqueles que cometeram atos de violência, mas discordou veementemente da classificação da invasão como tentativa de golpe de Estado, considerando a presença de pessoas sem armas e sem liderança definida como elementos que não caracterizam tal movimento.

Diante dessas críticas contundentes, o senador expressou sua preocupação com o rumo que as decisões judiciais estão tomando no país, alertando para a necessidade de se combater a impunidade e garantir que a lei seja aplicada de maneira justa e imparcial. A atuação do Supremo Tribunal Federal no cenário político nacional continua gerando debates e questionamentos sobre a independência e a imparcialidade do Poder Judiciário.

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