Durante o debate, especialistas, pacientes e representantes de instituições de saúde pontuaram as principais lacunas que precisam ser preenchidas. Um dos temas centrais foi a necessidade de uma melhor distribuição de medicamentos essenciais para o tratamento da hemofilia. Atualmente, muitos pacientes enfrentam dificuldades para acessar os remédios necessários, o que agrava a situação e compromete a saúde de quem já lida com a doença.
Além disso, foi ressaltada a importância de estabelecer uma linha de cuidados multiprofissional, que integre diversos especialistas para oferecer um acompanhamento mais eficaz e humanizado aos pacientes. Essa abordagem é fundamental, pois a hemofilia não afeta apenas a saúde física, mas também traz impactos emocionais e psicológicos significativos, exigindo uma atenção mais abrangente.
Outro ponto abordado foi a urgência em promover a universalização de terapias mais avançadas e menos invasivas. As novas opções de tratamento podem não apenas melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas também reduzir os custos de longo prazo para o sistema de saúde, ao minimizar complicações e hospitalizações frequentes.
O senador Flávio Arns, membro ativo da Comissão, assumiu o compromisso de elaborar um documento que consolide as demandas e sugestões apresentadas durante a audiência. Essa iniciativa é um passo importante para transformar as reivindicações em ações concretas, visando melhorar o atendimento às pessoas com hemofilia e garantir que todos possam ter acesso ao tratamento necessário para viver com dignidade e saúde.
