Durante a discussão, a senadora Damares Alves ressaltou que a medida do Conanda ultrapassava suas atribuições ao abordar questões que requerem deliberação legislativa. Segundo ela, o papel do Conanda é criar diretrizes e monitorar políticas públicas voltadas à infância e adolescência, e não estabelecer novos direitos ou redefinir aspectos legais regulamentados pelo Congresso Nacional. A senadora fez um apelo para que o Conanda convoque uma nova reunião para corrigir os erros identificados na resolução.
A senadora Dra. Eudócia (PL-AL) também se manifestou sobre o tema, afirmando que a proposta é uma forma de evitar a promoção do aborto. Ela elogiou o trabalho da senadora Damares em defesa da vida e das crianças, destacando a importância de proteger os direitos dos bebês e adolescentes.
Com a suspensão, a Resolução 258, de 2024, do Conanda, perde sua validade. Essa norma tratava de situações de gravidade, como gravidez oriunda de estupro, risco à vida da gestante e anencefalia fetal. Ela estabelecia procedimentos para atendimento e direitos de vítimas de violência sexual, incluindo a capacitação de profissionais para melhor identificar tais situações e proporcionar um atendimento acolhedor e sem preconceitos. Além disso, a resolução defendia a priorização do interesse da vítima, garantindo seu direito ao sigilo e à assistência jurídica gratuita.
A expectativa agora recai sobre o futuro do Conanda e a possibilidade de novas deliberações que respeitem os limites de suas competências, sem desconsiderar a necessidade de proteção dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes no Brasil.





