Os participantes enfatizaram a necessidade de uma abordagem multifacetada, destacando que a resposta à violência deve ir além da mera repressão. Segundo os convidados, é imperativo implementar mecanismos de prevenção eficazes que possam atuar antes que os casos ocorram. Para isso, a formação de um sistema integrado envolvendo diferentes órgãos competentes, como escolas, conselhos tutelares, segurança pública e saúde, é fundamental. Essa articulação busca garantir uma resposta mais eficiente e coordenada às vítimas e suas famílias.
Além da integração entre setores, os especialistas ressaltaram a importância de campanhas de conscientização que visem educar a sociedade sobre os direitos das crianças e adolescentes, bem como os sinais de alerta para a violência. Algumas propostas sugeridas incluem a promoção de programas de educação emocional nas escolas e iniciativas comunitárias que proporcionem espaços seguros para os jovens, onde possam expressar suas preocupações.
Outro ponto relevante levantado na audiência foi a necessidade de aprimorar o sistema judicial, garantindo que os casos de violência sejam tratados com a seriedade e a urgência que merecem. Para muitos especialistas, a lentidão dos processos e a falta de recursos ainda são obstáculos significativos para uma solução efetiva.
A Comissão de Direitos Humanos se comprometeu a levar as discussões adiante, incentivando a criação de políticas públicas que realmente proporcionem um ambiente seguro e protegido para as crianças e adolescentes. Essas medidas são essenciais para garantir que as futuras gerações possam crescer longe da violência e da insegurança, desfrutando plenamente de seus direitos e oportunidades.




