Em suas palavras, o senador alertou sobre a importância do diálogo, da consulta pública e da articulação técnica antes de considerar quaisquer medidas mais drásticas. “Retaliação sem uma estratégia bem definida pode agravar os problemas enfrentados por empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros”, afirmou. Ele defendeu que a resposta do Brasil deve ser ao mesmo tempo firme e serena, evitando tanto a omissão quanto reações exageradas. A proposta, segundo Trad, é utilizar a inteligência diplomática para defender os interesses nacionais.
Trad também destacou que a comissão já iniciou um processo de escuta dos setores que poderão ser impactados pelas tarifas. O senador acredita que o Brasil dispõe de um tempo limitado para se articular diante do governo dos Estados Unidos. Para isso, ele tem mantido comunicação com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o Ministério das Relações Exteriores, buscando um alinhamento de ações.
Em um apelo aos produtores brasileiros, Trad solicitou que compartilhem dados e informações sobre os impactos potenciais das tarifas, propostas pelo presidente Donald Trump. Ele não descartou a possibilidade de uma nova visita de membros da CRE aos Estados Unidos, semelhante à realizada no ano anterior.
Adicionalmente, o senador explicou que a reclamação dos EUA ainda será submetida a uma consulta pública e a uma audiência, com uma decisão final prevista para meados de julho. Em sua análise, Trad reconheceu que ainda não é possível avaliar o impacto exato das tarifas sem ouvir cada setor afetado. Ele reiterou que algumas exceções foram incorporadas à proposta apresentada, mas os produtos ainda assim poderão sofrer consequências se medidas de reversão não forem adotadas. Para isso, a colaboração dos produtores com informações detalhadas se torna essencial, a fim de que a CRE possa agir de maneira mais eficaz e informada.