Além de Messias, outros dois indicados também estarão na mesma sessão. A juíza Margareth Rodrigues Costa, que já atua no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, foi escolhida para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), enquanto Tarcijany Linhares Aguiar Machado, defensora pública federal desde 2013, foi indicada para liderar a Defensoria Pública da União (DPU).
O senador Weverton, relator da indicação de Messias, discorreu sobre sua formação acadêmica, destacando seus estudos em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, além de um mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília. No campo profissional, Messias já exerceu funções em diversos órgãos, incluindo o Banco Central, a Casa Civil e a Advocacia-Geral da União, onde esteve à frente de acordos judiciais e extrajudiciais. O senador também mencionou sua relevância em casos significativos, como o Novo Acordo do Rio Doce e o Acordo de Alcântara.
A expectativa do relator quanto à sabatina é otimista, com a crença de que o indicado terá a maioria dos votos necessários, que é de pelo menos 41 dos 81 senadores. No entanto, a oposição, liderada por Rogerio Marinho, expressou críticas, alegando que a indicação de Messias pode aprofundar um processo de aparelhamento do Estado, questionando sua imparcialidade como futuro magistrado.
Por sua vez, as indicações de Margareth Rodrigues Costa e Tarcijany Linhares também são cercadas de grandes expectativas e avaliações. Costa, avaliadora experiente no TST, tem um histórico significativo no Judiciário, enquanto Tarcijany é reconhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos. A solenidade será um momento crucial para discutir não apenas as qualificações dos indicados, mas também questões que envolvem a independência e a estrutura do Judiciário brasileiro.
O rito para a aprovação desses nomes segue com a sabatina na CCJ, que, se passar, levará as indicações ao Plenário do Senado, onde a votação será secreta. A previsão é de que a pauta do Plenário seja dedicada a essas sabatinas, indicando que os próximos dias poderão ser decisivos para o futuro das instituições judiciais no Brasil.
