SENADO FEDERAL – Projeto sobre luto parental pós-aborto é adiado na Comissão de Assuntos Sociais, gerando polêmica sobre a licença para pais.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado vivenciou uma significativa pausa em sua agenda ao adiar a votação do projeto de lei que propõe uma licença luto parental para casais que enfrentam a dor de um aborto espontâneo. O projeto, de número 28.64/2025, é de autoria da senadora Dra. Eudócia, do PSDB de Alagoas, e visa estabelecer um período de licença para que tanto a mãe quanto o pai possam lidar com o luto gerado pela perda do filho.

Inicialmente, o texto original previa que a licença para os pais fosse a mesma, permitindo que ambos tivessem um espaço para se recuperar emocionalmente. No entanto, a relatora da proposta, senadora Jussara Lima, do PSD do Piauí, fez uma alteração significativa no conteúdo, sugerindo um período de apenas dois dias de licença para o pai, semelhante ao que já é garantido atualmente pela “licença por luto”.

Essa decisão gerou discussões acaloradas entre os membros da comissão, refletindo a complexidade do tema e as diferentes sensibilidades que surgem ao abordar questões de luto e saúde. O pedido de vista coletivo foi a estratégia encontrada pelos senadores para que mais tempo fosse destinado à análise do projeto. Essa prática é comum em contextos legislativos, permitindo um aprofundamento nas discussões antes da votação final.

Se o projeto for aprovado na CAS e não houver pedidos adicionais para votação em plenário, ele poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, onde passará por nova avaliação. A tramitação dessa proposta toca um ponto sensível na sociedade, revelando a importância do suporte emocional e da atenção às necessidades dos pais que enfrentam uma perda tão devastadora. A discussão sobre luto parental é uma temática que tem ganhado cada vez mais relevância, refletindo a necessidade de políticas públicas que reconheçam e abordem a dor gerada por essas experiências. O seguimento desse projeto é aguardado com expectativa por famílias que esperam que suas necessidades emocionais sejam cada vez mais contempladas pela legislação brasileira.

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