Os especialistas que participaram da audiência destacaram a relevância dessas instituições, que têm o potencial de fortalecer a autonomia dos idosos e, ao mesmo tempo, prevenir sua institucionalização precoce. O projeto propõe oferecer um espaço onde os idosos possam não apenas receber cuidados básicos, como alimentação, mas também participar de atividades de convivência e acolhimento. Essa abordagem é fundamental para garantir que essa parte da população não apenas se mantenha saudável e ativa, mas também se sinta valorizada e integrada à sociedade.
No entanto, a discussão não foi unânime. Alguns participantes do debate manifestaram preocupações sobre a abrangência do projeto. Eles sugeriram a necessidade de incluir também pessoas com deficiência entre os beneficiários das atividades propostas nos centros-dia. Essa inclusão é vista como uma maneira de promover uma abordagem mais holística e inclusiva, garantindo que todos os indivíduos que necessitam de cuidado e suporte possam ter acesso a serviços que atendam suas necessidades.
O reconhecimento da importância de espaços de convivência para a terceira idade não se limita apenas ao bem-estar físico, mas também abrange aspectos emocionais e sociais, que são fundamentais para uma vida digna. A criação de centros-dia pode ser uma solução eficaz na luta contra o isolamento social, proporcionando um ambiente onde os idosos possam interagir, fazer novas amizades e participar de atividades que estimulem sua criatividade e vivacidade.
Com o avanço da população idosa e a crescente necessidade de cuidados específicos, a urgência de iniciativas como essa se torna mais evidente. A expectativa é que, com a aprovação do PL 5.115/2025, as famílias cuidadoras também recebam um suporte essencial, aliviando a carga emocional e física que muitas vezes recai sobre elas. O debate realizado na CDH é um passo significativo na promoção dos direitos da pessoa idosa e na criação de uma sociedade mais justa e inclusiva.
