A contribuição assistencial é uma taxa que os trabalhadores teriam que pagar caso o sindicato tenha sucesso em negociações coletivas. Mesmo os trabalhadores que não são sindicalizados estariam sujeitos a essa cobrança. Em setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que essa modalidade não viola a Constituição. No entanto, para o trabalhador não contribuir, ele teria que manifestar formalmente sua recusa, caso contrário, o desconto seria automático em folha.
O projeto de lei 2099/2023 impede os sindicatos de exigirem qualquer tipo de contribuição dos trabalhadores sem autorização prévia e expressa. O senador Rogério Marinho (PL-RN) deu parecer favorável a proposta que está na pauta da reunião da CAE que acontecerá nesta terça-feira (3). Ainda será necessário passar pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que terá a palavra final sobre o projeto.
Após a reunião com os sindicalistas, Rodrigo Pacheco afirmou que o Senado buscará construir um consenso em favor da sustentabilidade dos sindicatos. Ele garantiu que não haverá a volta da antiga contribuição sindical obrigatória, que foi extinta com a reforma trabalhista de 2017. No entanto, ele explicou que a contribuição assistencial é um instrumento diferente.
O termo de autorregulação da contribuição assistencial foi entregue ao presidente do Senado e é assinado pelos presidentes de seis centrais sindicais. O documento prevê que os sindicatos se comprometam a oferecer mecanismos de esclarecimento sobre a contribuição e também dar condições para a manifestação da vontade dos trabalhadores, incluindo a cobrança de valores razoáveis. Além disso, os sindicatos propõem punição para práticas que incentivem a recusa e a “desinformação” sobre a contribuição, e demandam que a recusa não seja feita diretamente ao empregador.
Essa notícia reforça a importância do debate sobre a contribuição assistencial e a busca por uma forma de financiamento dos sindicatos que seja justa e transparente. A decisão do STF em setembro deu respaldo a essa modalidade de contribuição, mas o projeto de lei em discussão no Senado pode trazer mudanças nesse sentido. É importante que haja um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a necessidade de recursos para a atuação dos sindicatos.
