Alcolumbre destacou que não se submeterá a intimidações ou ameaças na condução da pauta legislativa. Ele enfatizou que a missão de definir a ordem do dia e a tramitação das propostas é uma atribuição exclusiva da presidência do Senado, protegida pela Constituição. O presidente foi enfático ao afirmar que não aceitaria “ultimatos ou pressões político-eleitorais” ao longo do processo.
O contexto para tais afirmações se intensificou após declarações do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, que insinuou que Alcolumbre seria considerado um “inimigo” político caso não encaminhasse a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima semana. Diante disso, a Presidência do Senado repudie tais tentativas de intimidação, afirmando que este tipo de operação será tratado com rigidez.
Davi Alcolumbre aproveitou a oportunidade para reiterar seu compromisso com o diálogo e a tramitação regular das matérias legislativas. Na última semana, ele se reuniu com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, e o senador Paulo Paim, além de representantes de centrais sindicais, mostrando uma disposição para ouvir as demandas pertinentes de todas as partes envolvidas na discussão.
Ele enfatizou que aqueles que realmente desejam contribuir para o avanço da PEC devem respeitar os trâmites estabelecidos pelo processo legislativo e que ameaças e constrangimentos não apenas atrasam a tramitação, mas também desafiam a independência dos poderes constituídos.
Dessa forma, a presidência do Senado reafirma sua postura firme em relação ao tratamento das propostas legislativas, destacando a importância da autonomia dos poderes e o respeito mútuo na política nacional.
