O programa, que carrega o nome de Programa de Integração de Energias Renováveis do Nordeste, tem como finalidade promover a inserção de fontes renováveis, incluindo aquelas de produção variável, no Sistema Interligado Nacional (SIN). Além disso, espera-se que a iniciativa traga melhorias na eficiência e qualidade do fornecimento energético na região.
Os recursos serão destinados a uma série de projetos focados na geração de energia renovável, além de modernizações nos sistemas de transmissão e distribuição que já existem. De acordo com a documentação proposta, o projeto será uma contribuição importante na luta contra as mudanças climáticas, almejando a redução das emissões de carbono e o desenvolvimento sustentável na região.
O montante de US$ 67 milhões será dividido entre os dois principais financiadores: US$ 33,5 milhões do BID e outros US$ 33,5 milhões do CIF. É relevante notar que o BNB não precisará realizar contrapartidas financeiras. O financiamento estará disponível nos próximos quatro anos, com um período de carência de 96 meses e um prazo total de 20 anos para amortização, com pagamentos programados em intervalos semestrais.
O cronograma de desembolsos previu alocações de US$ 6,7 milhões para o ano de 2026, US$ 20,1 milhões para 2027, US$ 26,8 milhões em 2028 e US$ 13,4 milhões em 2030. Quanto às taxas de juros, foram estimadas em 5,59% ao ano para o financiamento do BID e 1,33% ao ano para o CIF, conforme análise recente realizada pelo Tesouro Nacional. A autorização inicial para os empréstimos já havia sido aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos e seguiu para o Plenário em regime de urgência, sinalizando a prioridade do governo para com os projetos de energias renováveis na região.
