Para Rodrigues, a ascensão da extrema-direita não é culpa de um único setor político, mas sim resultado de erros cometidos por todos. Ele defende que é preciso assumir essa autocrítica e evitar que esse cenário se repita no país.
Rodrigues é líder do movimento Direitos Já!, que se formou em 2019 para combater as agendas do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ideia era reunir a sociedade civil em uma frente ampla para derrotar Bolsonaro nas eleições seguintes, independentemente do candidato escolhido.
Após quatro anos de ações do movimento e uma vitória eleitoral considerada “frágil” em 2022, surgiu a necessidade de uma “luta permanente” pelo restabelecimento dos valores democráticos. O livro reúne lideranças sociais de diversas áreas, que traçam um diagnóstico dos desafios enfrentados e apontam caminhos.
O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso e presidente do Conselho Editorial do Senado, elogiou a realização da obra, que conseguiu reunir políticos de 16 partidos diferentes. Ele ressaltou que o país esteve muito próximo de um “rompimento do ciclo democrático” e que a luta histórica contra o fascismo ainda está em curso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin são alguns dos signatários dos artigos presentes no livro. Alckmin compareceu ao lançamento e citou o advogado Heráclito Sobral Pinto, famoso por sua atuação contra a ditadura. Sobral Pinto afirmava que não existe “democracia à brasileira”, pois a democracia é universal e sem adjetivos.
A senadora Eliziane Gama, relatora da CPMI que investigou os ataques contra os Poderes da República em janeiro de 2023, também destacou a importância do relatório da comissão e do livro como memórias permanentes da luta pela defesa da democracia.
“100 Vozes Pela Democracia” conta com artigos de 16 membros e ex-membros do Senado Federal, incluindo Randolfe e Eliziane. O livro está disponível para download gratuito no site da Livraria do Senado.





