Segundo o senador, a diligência foi um trabalho árduo, porém bastante interessante. O objetivo principal era ouvir os depoentes para, a partir dali, estruturar um plano de ação que possa gradualmente eliminar os crimes de assédio, estupro e abuso sexual, principalmente contra crianças e adolescentes na região do Marajó. Durante a diligência, foram ouvidos depoimentos de conselheiros tutelares, missionários e parentes de vítimas de abuso ou sequestro.
Alguns relatos chamaram bastante atenção, como o da senhora Marinete Ladeira, avó da garotinha Elisa Rodrigues, desaparecida em Anajás. Outro depoimento marcante foi o da senhora Aldenira Machado, mãe do adolescente Henzo, de 14 anos, que também foi sequestrado em Breves. A Irmã Henriqueta, do Instituto Dom Azcona, trouxe uma reflexão crucial sobre a situação envolvendo não apenas os crimes sexuais, mas também as questões sociais, como a extrema pobreza que deixa as famílias vulneráveis a esses tipos de violência.
Zequinha Marinho ainda fez questão de elogiar o trabalho da missionária espanhola Maria Josefa Iglesias, responsável pela casa de acolhimento Ágape da Cruz, em Portel. Essa casa recebeu mais de 20 crianças vítimas de violência e tem sido fundamental para sustentá-las e protegê-las de seus agressores.
Essa diligência externa realizada pelo CDH é de extrema importância para expor a gravidade da situação no Arquipélago do Marajó e para criar estratégias eficazes de combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Espera-se que as autoridades competentes tomem medidas concretas a partir das informações coletadas nessa diligência para garantir a proteção dos menores na região.





