Segundo Paim, os produtores estão pedindo urgentemente a revisão das políticas governamentais vigentes. O aumento substancial das importações de leite e seus derivados provenientes do Mercosul foi apontado como a maior fonte de preocupação do setor. A categoria alega que esse aumento alcançou a impressionante marca de 300% no último ano, o que resultou na queda significativa do preço do leite produzido no Brasil.
O senador ressaltou que os produtores estão recebendo apenas R$ 1,40 a R$ 2,00 por litro de leite, um valor muito abaixo dos custos de produção. Além disso, os produtores também foram prejudicados pelo ciclone que atingiu o estado, causando danos às propriedades rurais. Essa situação financeira insustentável está levando muitos a considerarem abandonar a atividade leiteira.
Paim revelou que os produtores estão solicitando uma revisão da isenção de impostos concedida às empresas que importam leite do Uruguai e da Argentina para o Brasil. No entanto, as medidas tomadas pelo governo federal foram consideradas insuficientes pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag).
As demandas dos produtores incluem a revisão do acordo com o Mercosul, a criação de subsídios específicos para os produtores de leite e a taxação de produtos como leite, trigo, vinho, milho e soja importados desses países sul-americanos. Além disso, eles também pedem a implementação de uma política que permita apenas à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizar importações de leite e seus derivados nos casos em que houver escassez no mercado interno.
A crise na indústria leiteira é alarmante, com dados da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) indicando uma drástica diminuição no número de produtores de leite no Rio Grande do Sul nos últimos oito anos.
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