Um dos pontos de destaque foi a emenda apresentada pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), que propôs a remoção de um artigo controverso do PL. Segundo o artigo em questão, as escolas teriam até cinco dias após a campanha de vacinação para enviar à unidade de saúde uma lista de alunos não vacinados, com informações de seus responsáveis e endereços. Dr. Hiran argumentou que essa medida representaria uma violação da autonomia parental e poderia levar a uma discriminação dos alunos não vacinados, além de resultar em evasão escolar. Essa questão havia sido alvo de críticas de diversos senadores nas últimas semanas.
O relator, Humberto Costa, concordou em acatar a sugestão de mudança, apesar de discordar das argumentações apresentadas. Ele enfatizou que o objetivo do programa é garantir um aumento na cobertura vacinal e manter a erradicação de doenças que afetam a saúde das crianças e adolescentes. O senador destacou que a vacinação não é obrigatória e não condiciona o acesso escolar, mas sim busca assegurar a proteção da saúde dos estudantes.
Outro ponto de destaque foi a questão da proteção de dados pessoais sensíveis, que gerou preocupação entre os senadores. Humberto Costa mencionou que os dados pessoais sensíveis a serem comunicados pelas unidades de ensino ao sistema de saúde não foram devidamente esclarecidos no texto original do PL, o que poderia violar a Lei Geral de Proteção de Dados e o Estatuto da Criança e do Adolescente. O relator sugeriu que o levantamento desses dados para a efetivação das políticas de saúde poderia ser feito de outra maneira, considerando a sensibilidade de cada região escolar e de cada sistema de saúde.
Além disso, o projeto determina que a vacinação ocorra após o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e inclua vacinas de rotina e de campanhas. A proposta também estabelece que, além dos alunos matriculados, crianças e jovens não matriculados e adultos da comunidade também podem ser vacinados, dependendo da disponibilidade de imunizantes.
Em suma, o PL 826/2019 tem como objetivo intensificar a vacinação em escolas públicas, aumentar a cobertura vacinal e conscientizar a população sobre a importância da imunização. Apesar das discussões e emendas, o projeto representa um avanço significativo na área da saúde pública e merece atenção especial na busca por soluções que beneficiem a população estudantil e a comunidade em geral.





