A mulher desembarcou no Brasil no dia 6 de junho e, na última terça-feira, começou a apresentar sintomas preocupantes, como diarreia e febre. De imediato, ela procurou um serviço de saúde particular e, em seguida, foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), que é considerado uma referência nacional para o tratamento de casos suspeitos ou confirmados de ebola.
De acordo com as informações fornecidas pela Secretaria de Saúde, a paciente se encontra em condições estáveis e está sendo mantida em isolamento, seguindo os rigorosos protocolos de biossegurança estabelecidos para esses casos. Um teste rápido para malária foi realizado, mas o resultado foi negativo, deixando em aberto a possibilidade de ebola até que análises mais detalhadas sejam concluídas.
Este é o segundo caso suspeito da doença no estado de São Paulo. Um primeiro caso, de um homem de 37 anos que também veio da República Democrática do Congo, foi investigado e posteriormente descartado. Neste caso inicial, os exames revelaram a presença de uma bactéria causadora da meningite meningocócica, e o paciente continua internado no Emílio Ribas, apresentando uma evolução favorável de seu quadro clínico.
A doença causada pelo vírus ebola é conhecida por ser altamente contagiosa e pode ser transmitida de pessoa para pessoa através do contato direto ou indireto com fluidos corporais de indivíduos infectados. A taxa de mortalidade da infecção é alarmante, variando entre 55% e 60% no surto atual.
Desde sua aparição em 1976 nas proximidades do rio Ebola, na República Democrática do Congo, a doença já causou diversos surtos em áreas distintas da África. No momento, não há nenhum caso confirmado de ebola no Brasil, mas as autoridades de saúde permanecem em alerta, monitorando a situação de perto e realizando as devidas investigações para garantir a segurança da população.


