Os exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz mostraram resultados negativos para a infecção pelo vírus Ebola, o que levou ao descarte oficial do caso. A paciente apresenta um quadro clínico estável, em tratamento para gastroenterocolite aguda. Apesar da tranquilidade gerada pelos resultados laboratoriais, a diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, Adriana Bugno, destacou que a investigação foi minuciosa. Ela explicou que um teste negativo realizado nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas não é suficiente por si só para descartar a infecção. Portanto, uma nova coleta de amostra foi realizada, que também retornou negativa, atendendo aos critérios exigidos para o descarte.
Este não é o primeiro caso suspeito de ebola na região. O primeiro, envolvendo um homem de 37 anos que também havia viajado à República Democrática do Congo, foi desconsiderado no último dia 1º de junho. Ambos os pacientes foram monitorados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, que atua na identificação e investigação de casos suspeitos com base em critérios clínicos e epidemiológicos. Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, enfatizou a importância de um acompanhamento rápido, mesmo quando o risco de transmissão é considerado baixo. Isso garante que medidas de biossegurança e assistência sejam implementadas desde o início.
A situação na República Democrática do Congo é alarmante. Até o momento, o país registrou mais de 689 casos confirmados de ebola e 139 mortes decorrentes da doença. Nas últimas 24 horas, 17 novos casos foram notificados, todos na província de Ituri, onde o surto teve início. As autoridades de saúde continuam em alerta, dada a gravidade da situação epidemiológica na região.





