SAÚDE – Prorrogação do FGTS até 2030 garante crédito a hospitais filantrópicos e santas casas que atendem SUS, celebra ministro da Saúde como marco histórico

Nesta quinta-feira, 6 de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova legislação que estende até 2030 a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para operações de crédito voltadas a hospitais filantrópicos e santas casas de misericórdia que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). Anteriormente, esse prazo havia encerrado em 2022, mas a nova norma reacende o Programa Caixa Hospitais FGTS, uma linha de crédito crucial para a manutenção e expansão dessas instituições.

O Projeto de Lei (PL) 2.465/2026 recebeu aprovação do Senado em 15 de julho e busca facilitar o financiamento de hospitais sem fins lucrativos, em especial aqueles que atendem a população mais vulnerável e que prestam serviços complementares ao SUS. O governo justificou a necessidade da prorrogação, destacando a importância das santas casas e hospitais filantrópicos na estratégia de saúde pública.

De acordo com dados levantados pelo Ministério da Saúde, esses estabelecimentos são responsáveis por 77% das unidades que oferecem serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer no país. Essa estatística ressalta a relevância de garantir que esses serviços continuem sendo executados de maneira eficaz, especialmente em um cenário onde o sistema de saúde enfrenta desafios crescentes.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi enfático ao afirmar que a sanção vai além de um mero ajuste legislativo. Para ele, o reconhecimento dos hospitais filantrópicos nas mesmas condições de financiamento que outros setores, como habitação e saneamento, representa um avanço significativo na valorização e suporte a essas instituições. Padilha descreveu o momento como “um marco histórico”, considerando que desde há muito estas instituições clamavam por uma política que equiparasse as condições de acesso ao crédito, fundamental para a sustentabilidade e continuidade de suas operações.

Com essa mudança, o governo não apenas reafirma seu compromisso com a saúde pública, mas também oferece um sopro de esperança para as centenas de hospitais e santas casas enfrentando dificuldades financeiras. A expectativa é que essa iniciativa contribua para fortalecer a rede de saúde, garantindo que serviços essenciais sejam mantidos e aprimorados nos próximos anos.

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