Durante a conversa, o ministro explicou que a relação entre política fiscal e taxas de juros é complexa. Embora fatores fiscais desempenhem um papel no cenário atual, existem outros elementos que influenciam as altas taxas de juros praticadas nas transações financeiras brasileiras. Ele ressaltou que, ao contrário do que muitos podem acreditar, o governo não está gastando mais do que arrecada.
“Estamos pagamando dívidas antigas com títulos novos. Assim, o aumento da dívida está relacionado à gestão da mesma, principalmente na rolagem e não nos gastos em si”, afirmou Durigan, conseguindo uma interpretação mais clara sobre a situação financeira do país.
Dados recentes do Tesouro Nacional, divulgados em julho, apontam que a Dívida Pública Federal (DPF) atingiu um novo patamar, superando R$ 9,2 trilhões, impulsionada pela forte emissão de títulos atrelados à Taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira. As altas taxas de juros são, segundo o ministro, o principal fator que contribui para o incremento do endividamento público.
Apesar das preocupações, Durigan mostrou-se otimista em relação ao futuro econômico do Brasil, defendendo que o país colhe frutos de uma gestão fiscal mais eficaz e que vem apresentando o melhor resultado de inflação da história. Ele acrescentou que as agências de classificação de risco continuam a elevar suas avaliações sobre o Brasil, refletem um cenário crescente de confiança internacional.
O governo promete esforços contínuos para melhorar as finanças públicas, enquanto os olhos se voltam para soluções que possam equilibrar a relação entre a dívida e os juros, preservando a estabilidade econômica do país. Esta declaração do ministro reacende a discussão sobre a gestão fiscal e seus impactos na economia nacional.
