Segundo informações do Ministério da Saúde, a fábrica produzirá a liraglutida sintética, um produto inovador que já está em processo de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a fábrica também fabricará a semaglutida, insumo do medicamento Ozempic, cuja patente vigora até março de 2026 e que já teve seu pedido de registro submetido à Anvisa.
O investimento de R$ 60 milhões na fábrica representa um marco histórico para o país, sendo considerada a primeira do tipo relacionada ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil. Durante a cerimônia de inauguração, a ministra Nísia ressaltou os benefícios que os medicamentos produzidos na fábrica trarão para os pacientes com diabetes, reduzindo os efeitos colaterais e os custos, além de promover o avanço na autonomia do país.
Nísia também destacou a importância da parceria entre o setor privado e as políticas públicas do governo federal, enfatizando a competência e qualidade do setor privado. O ex-presidente Lula, por sua vez, considerou o momento como auspicioso para a saúde no Brasil e destacou a importância do poder de compra do Estado para o desenvolvimento da indústria nacional.
A inauguração da fábrica faz parte da estratégia nacional para o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, lançada em setembro de 2023. A proposta visa expandir a produção nacional de itens prioritários para o Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir a dependência do Brasil de insumos estrangeiros. O diabetes foi identificado como uma prioridade nesse contexto, tornando a inovação e o desenvolvimento tecnológico fundamentais para o complexo.





