A nova norma introduz diretrizes específicas para a supervisão e controle do marketing digital, que agora se integram ao Código Internacional do Marketing e Comercialização de Substitutos do Leite Materno, documento que já orienta as práticas nesse campo há mais de quatro décadas. A decisão foi recebida com entusiasmo, uma vez que visa proporcionar uma regulamentação mais eficaz em um ambiente cada vez mais digital e influenciado pelas redes sociais.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que participou ativamente da revisão da proposta de resolução, enfatizou a importância do Código. Seu propósito principal é garantir que as crianças tenham acesso a uma nutrição segura e adequada, promovendo o aleitamento materno enquanto combate práticas de marketing que possam ser prejudiciais. De acordo com a Fiocruz, a regulamentação assegura que as mães e familiares possam fazer escolhas alimentares informadas, desprovidas da pressão exercida por propagandas enganosas do setor.
A adoção dessa regulamentação culminou após intensos três meses de negociações multilaterais, que contaram com a participação de 20 países co-patrocinadores, incluindo Noruega, México, Armênia, e Uruguai, entre outros. A diversidade de nações que apoiaram a proposta demonstra um compromisso global em priorizar a saúde infantil e o bem-estar das famílias, em um momento em que os desafios nutricionais se tornam cada vez mais evidentes.
A aprovação dessa nova regulamentação representa um avanço significativo na luta para garantir que o marketing de produtos alimentares ressoe com as necessidades de saúde pública e proteção das crianças, reafirmando o direito de cada criança a receber a melhor nutrição desde os primeiros dias de vida. Essa iniciativa não só reforça a importância do aleitamento materno, mas também estabelece um marco para a responsabilidade social da indústria alimentícia em relação aos produtos destinados a lactentes.