O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, enfatizou a eficácia da vacina, que já demonstrou uma proteção significativa contra a dengue. Em entrevista, Gatti afirmou que todos aqueles que completaram o ciclo vacinal estão seguros, embora alerta sobre a importância de monitorar quaisquer reações adversas. O médico explicou que os indivíduos vacinados nos últimos 21 dias devem estar cientes dos sintomas relacionados à dengue e procurar assistência médica se apresentarem febre, dor no corpo, manchas na pele, sinais de sangramento ou vômito.
Essas orientações se aplicam ao período conhecido como “viremia vacinal”, durante o qual a vacina, ao mimetizar uma infecção controlada, permite ao organismo desenvolver anticorpos. Após esse intervalo de 21 dias, os vacinados não requerem mais acompanhamento, pois estão fora de qualquer risco potencial. A eficácia da vacina é destacada, já que ela tem demonstrado uma redução de até 65% na incidência da dengue e mais de 80% em casos graves que exigem hospitalização.
Desde sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano, a vacina já foi administrada a mais de 501 mil pessoas. Inicialmente disponível em três municípios-piloto – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) – o imunizante é destinado a adolescentes e adultos entre 15 e 59 anos, faixa etária aprovada pelo Programa Nacional de Imunizações. A campanha se estendeu também à região de Araguaína, em Tocantins, e priorizou profissionais de saúde da atenção primária.
Vale ressaltar que antes de sua implementação no SUS, a vacina do Butantan passou por rigorosos testes, incluindo a participação de mais de 11 mil pessoas e um período de monitoramento de até cinco anos, recebendo posteriormente autorização da Anvisa. Com a saúde pública em foco, o Ministério reitera a importância da vacinação e da vigilância contínua para garantir a segurança da população.




