Para proteger as crianças nessa faixa etária, o órgão recomenda a administração da chamada “dose zero” da vacina, que é indicada para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Essa dose extra visa aumentar a imunização de um grupo etário particularmente vulnerável a complicações relacionadas ao sarampo, assim como ajudar a conter a disseminação do vírus entre outras crianças e a população em geral.
É importante ressaltar que a “dose zero” não substitui as vacinas estabelecidas no Calendário Nacional de Vacinação, que continua disponível gratuitamente para aqueles entre 12 meses e 59 anos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Além do incremento na campanha de vacinação, as autoridades de saúde estão implementando um conjunto de medidas de vigilância para mitigar a transmissão da doença. Essas ações incluem a busca ativa de casos suspeitos, monitoramento de pessoas que tiveram contato com os infectados, investigação epidemiológica e a realização de bloqueios vacinais em áreas consideradas de risco.
Conforme informações do Ministério da Saúde, os casos recentes de sarampo em São Paulo podem estar relacionados a contatos com pessoas que vieram do exterior. Das três crianças afetadas, duas frequentam a mesma creche, e a terceira reside nas proximidades, o que sugere um possível foco local de transmissão.
No ano anterior, o Brasil registrou 38 casos de sarampo, todos relacionados a transmissões importadas, o que mantém o país sob o status de livre da doença endêmica. Em contraste, outros países da América, especialmente na América do Norte, têm enfrentado surtos significativos. Somente em 2023, o México reportou 11.771 casos, os Estados Unidos tiveram 2.104 infecções e o Canadá, 1.073. Essa crescente incidência de sarampo forçou a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) a revogar, no ano passado, o status de região livre de transmissão endêmica para o continente americano, reforçando a necessidade de ações robustas de vacinação e vigilância epidemiológica.
